quinta-feira, 14 de maio de 2009

HISTÓRIA DOS CONCLAVES - SÉCULO XX

CONCLAVE DE 1914 - QUE ELEGEU O PAPA BENTO XV (FOTO)

O conclave realizado em 1914 elegeu um Papa diplomata.

Foi no dia 31 de agosto de 1914, que 57 cardeais entraram na Capela Sistina para eleger o sucessor de Pio X, falecido dez dias antes. "Os cardeais americanos Gibbons, O´Connell e o cardeal canadense Begin só puderam chegar a Roma após a eleição do papa e 5 outros, entre os quais o cardeal francês Dubillard, arcebispo de Chambéry, não puderam vir por causa de seu estado de saúde." (Cf. História Secreta dos Conclaves. Paz e Terra. 1971.) Segundo a mesma fonte de pesquisa, "uma das características deste conclave foi fazer viverem lado a lado, durante alguns dias, pastores de nações em guerra, cardeais que, durante esses dias, tiveram que fazer abstração de sua nacionalidade, para não pensarem senão no caráter supranacional dessa Igreja, à qual iam dar um chefe que deveria ser o pai comum de filhos inimigos."
A votação começou na manhã de 1º de setembro de 1914. Na manhã de 3 de setembro, com 39 votos foi, enfim, eleito Papa, o cardeal-arcebispo de Bolonha, GIACOMO PAOLO GIOVANNI BATTISTA DELLA CHIESA, que adotou o nome de BENTO XV, "em lembrança do papa do século XVIII, Bento XIV Lambertini, que, antes de sua eleição em 1740, era também, como della Chiesa em 1914, arcebispo de Bolonha."
Coube ao cardeal protodiácono, o mais ancião dos cardeais dessa ordem, Francesco Salesio della Volpe, pronunciar a vetusta fórmula do HABEMUS PAPAM à multidão concentrada na Praça de São Pedro.
Ao ser eleito, Bento XV tinha 60 anos. Provinha de família nobre. Tendo-se doutorado em Direito antes de ser ordenado padre, fato que aconteceu em 1878. Bento foi, sem dúvida, um dos maiores pontífices dos últimos tempos; porém, seu reinado, de pouco mais de 7 anos, acabou sendo "ofuscado" pela tragédia da 1ª Guerra Mundial, a cujo desfecho ele dedicou todas as forças.
Bento XV morreu às 6 horas da manhã do dia 22 de janeiro de 1922, e, após solenes exéquias, foi inhumado (sepultado) quatro dias depois, nos subterrâneos da Basílica vaticana. Diante de seus restos mortais, até a manhã de 26 de janeiro de 1922, teriam desfilado, segundo informações contidas no Mensageiro do Coração de Jesus, edição de fevereiro de 1922, mais de 50 mil peregrinos. (Lembro, a propósito, que, em abril de 2005, diante do corpo de João Paulo II, cerca de 4 milhões o número de peregrinos repetiram um tal gesto de despedida, em relação a um pontífice).

O Lema de Bento XV era este: IN TE DOMINE SPERAVI NON CONFVNDAR IN ÆTERNVM. (Em Vós, Senhor, esperei, jamais serei confundido). Uma frase extraída do Salmo 70, que é uma expressão da total e confiante adesão a Cristo e do humilde abandono deste Papa nas mãos da Divina Providência.

Em sua homenagem, o cardeal Joseph Ratzinger, ao ser eleito papa em 19 de abril de 2005, escolheu o nome de BENTO XVI.

Pesquisa e Texto: Osmar Lucena Filho

CONCLAVES DO SÉCULO XX.
PAPA SÃO PIO X - ELEITO EM 4 DE AGOSTO DE1903 - FOI O PAPA DE Nº 257

O 1º Conclave do século XX ocorreu em 1903, e destinava-se à escolha do sucessor do Papa Leão XIII, o grande Papa que governara a Santa Igreja por longos 25 anos, de 1878 a 1903.
"Foi na sexta-feira, 31 de julho de 1903, à tarde, que se abriu, no Vaticano, o conclave com 62 cardeais; era, pois necessário ter 42 votos para ser eleito". O eleito foi o cardeal-arcebispo de Veneza, GIUSEPPE MELCHIORRE SARTO, que tomou o nome de PIO X, assim justificando a escolha: " Porque os papas que mais sofreram neste século pela Igreja trouxeram o nome de Pio, eu tomarei este nome." Pio X, eleito com 50 votos, em 4 de agosto de 1903, foi coroado no dia 9 subsequente. Tinha 68 anos. Coube ao cardeal Luigi Machi proceder ao tradicional anúncio do HABEMUS PAPAM (Temos Papa!). Pio X faleceu em odor de santidade no dia 20 de agosto de 1914. "Em razão do grande número de milagres obtidos por sua intercessão, Pio X foi beatificado por Pio XII a 3 de junho de 1951 e canonizado a 29 de maio de 1954."
Texto: Osmar Lucena Filho
Fonte de pesquisa: História Secreta dos Conclaves - Editora Paz e Terra, 1971.
BULA DO PAPA JOÃO XXIII (FOTO) - DE COMUNICAÇÃO AO CLERO E POVO DA NOVA DIOCESE DE IGUATU, SOBRE A NOMEAÇÃO DO SEU PRIMEIRO PASTOR, DOM JOSÉ MAURO RAMALHO DE ALARCON E SANTIAGO.
IOANNES XXIII
SERVUS SERVORUM DEI
AD PERPETUAM REI MEMORIAM

Tradução do Latim:
João, bispo, servo dos servos de Deus, para a perpétua recordação do fato.
Aos diletos filhos do Clero e do Povo da Nova Diocese de Iguatu, Saudação e Bênção Apostólica!
No dia 28 de janeiro do ano de 1961, criamos a vossa Diocese por Carta Nossa "In Apostolicis" e submetemo-la à jurisdição do Venerável Antístite de Fortaleza, Metropolita da Província. Hoje, porém, nomeamos o Pastor e Guia da mesma Igreja, para que dela cuide como de uma flor e a governe com toda a sabedoria. Este Pastor e Guia é o filho dileto José Mauro Ramalho de Alarcon e Santiago, até agora Vigário da Cidade de Aracati, sacerdote de piedade notável e de grande experiência. Dito isto, vivamente vos exortamos a que não somente recebais com todo o acatamento a quem vos enviamos, mas também, a que obedeçais aos seus mandatos e cumprais as suas ordens, tendo por certo que lá se trabalha com fruto, onde o Bispo e o Povo estão unidos pelos vínculos da caridade.
Quanto ao mais, queremos que esta Carta Nossa, por providência de quem está até agora à frente da vossa Sé Catedral, seja lida publicamente para o Clero e o Povo, na Catedral, por ocasião da primeira festa de preceito, depois do recebimento desta.
Dado em Roma, junto a São Pedro, no dia 13 de outubro de 1961, terceiro ano do nosso pontificado.
Papa João XXIII.
IACOBUS A. Card. COPELLO
S.R.E Cancellarius

terça-feira, 12 de maio de 2009

BULA DO PAPA JOÃO XXIII - IN APOSTOLICIS - PELA QUAL FOI CRIADA A DIOCESE DE IGUATU-CE
I O A N N E S E P I S C O P U S
S E R V U S S E R V O R U M D E I
AD PERPETUAM REI MEMORIAM

João, Bispo, Servo dos Servos de Deus, para a recordação perene deste fato.
Entre as atribuições apostólicas de nosso múnus, encontra-se a de providenciar a criação de assembléias cristãs e de determinar os limites das Igrejas, como julgamos melhor, tendo, em vista, a mais conveniente difusão da semente evangélica e o maior rendimento dos frutos da suprema caridade. Por isto, em razão do pedido do Venerável Irmão Armando Lombardi, Arcebispo Titular de Cesaréia de Felipe e Núncio Apostólico nos Estados Unidos do Brasil, para criar uma Nova Diocese, ali, e assim mais suficientemente prover as necessidades daquela região, Nós, tendo ouvido antes o parecer dos Veneráveis Irmãos, os Bispos da Província Eclesiástica de Fortaleza, e, sobretudo, o Venerável Irmão Antônio de Almeida Lustosa, Metropolita da mesma Província, considerando bem o assunto e tendo pedido o parecer dos Nossos Veneráveis Irmãos, os Cardeais, que presidem aos assuntos consistoriais, suprindo o consentimento daqueles que possam ter algum direito sobre o assunto, julgamos dever aceitar o pedido e, com Nosso Poder Apostólico, Decretamos e Ordenamos o seguinte:
Da Arquidiocese de Fortaleza, desmembramos os territórios dos Municípios, que, vulgarmente, se chamam: MILHÃ, MOMBAÇA, PEDRA BRANCA, PIQUET CARNEIRO, SENADOR POMPEU, SOLONÓPOLE. Igualmente, desmembramos da Diocese de Crato, os territórios dos Municípios, que se chamam: ACOPIARA, ARNEIROZ, AIUABA, CARIÚS, CATARINA, CEDRO, COCOCI, ICÓ, IGUATU, JUCÁS, ORÓS, PARAMBU, SABOEIRO, TAUÁ. E de todos estes municípios, conforme se limitam, atualmente, pela lei civil, fundamos a Nova Diocese, que se chamará "De Iguatu" ou "Iguatuvina", circunscrita aos mesmos limites dos Municípios, de que consta.
A Sede da Nova Diocese será a Cidade de Iguatu, onde o Bispo estabelecerá sua Sede, colocando a Cátedra do sagrado ministério, na Igreja Curial, que ali se encontra, dedicada a Deus, em honra de Santa Ana, Mãe da Bem-aventurada Virgem Maria, o qual templo elevamos à dignidade de Igreja-Catedral, com os direitos, honras e privilégios próprios. Conferimos ao Bispo os mesmos direitos, impondo-lhe as convenientes obrigações, entre as quais, parece bem lembrar que ele é, juntamente com a sua Igreja, Sufragâneo do Metropolita Arcebispo de Fortaleza. Queremos que se institua o Colégio dos Cônegos, segundo as normas de outro documento a ser publicado. Mas, se imediatamente, não for possível, escolham-se os Consultores Diocesanos, de acordo com o Direito Canônico, os quais ajudam ao Bispo, nas deliberações e nos trabalhos. A mesa episcopal será constituída pelos emolumentos da Cúria, pelas esmolas oferecidas, espontaneamente, pelos fiéis, e pela parte dos bens que, segundo o cano 1500 do Direito, compete à Diocese de Iguatu, desmembrada da Arquidiocese de Fortaleza e da Diocese de Crato. Os sacerdotes, que, na data de vigoração destas letras, têm, na Diocese de Iguatu, ofício ou benefício, se considerem incardinados na mesma Diocese. Os demais clérigos, porém, àquela em que tenham legítimo domicílio. No que respeita ao governo e administração, à eleição do Vigário Capitular "Sede Vacante" e semelhantes, ordena-se que se observe o prescrito pelo Código de Direito Canônico. Queremos, também, que o Ordinário de Iguatu funde na sua Diocese, ao menos, o Seminário Menor, para receber os meninos, que são chamados à herança do Senhor, de acordo com o Direito e as normas da Sagrada Congregação dos Seminários e Universidades dos Estudos. Dele, sejam enviados a Roma, jovens escolhidos, para cursar as Disciplinas Filosóficas e Teológicas, no Pontifício Colégio Pio Brasileiro. Finalmente, atas e documentos que, de qualquer modo, pertençam à Nova Diocese, sejam enviados para a sua Cúria Episcopal e, aí, sejam religiosamente conservados em arquivo. Além disso, cuidará de executar estas nossas letras, o Venerável Irmão Armando Lombardi, por si ou por outrem, concedidas as necessárias faculdades. Realizado o ato, mandará lavrar documentos, dos quais enviará cópias autênticas para a Sagrada Congregação Consistorial. Se acontecer que, neste tempo, seja outro, o Núncio Apostólico, nos Estados Unidos do Brasil, este executará todo o nosso mandato.
Queremos que estas letras, agora e para o futuro sejam eficazes, de tal modo que o que é por elas ordenado seja religiosamente observado por aqueles a quem dizem respeito e assim obtenham sua força. Nenhuma determinação contrária de qualquer espécie poderá opor-se à eficácia destas letras, uma vez que, por meio destas, derrogamos todas. Por isto, se alguém, revestido de qualquer autoridade, ciente ou inconscientemente, agir contra o que determinamos, ordenamos que seja tido por nulo e írrito.
A ninguém seja permitido alterar ou rasgar este documento de nossa vontade. Mas, aos exemplares ou trechos desta, impressos ou manuscritos, que tragam o selo de alguém constituído em dignidade eclesiástica e, ao mesmo tempo, assinado por um notário público, deve ser dada a mesma fé, que se prestaria a estas, se fossem apresentadas. Se alguém desprezar ou de qualquer modo recusar estas nossas determinações, em geral, saiba que incorrerá nas penas estatuídas contra os que não executam os mandatos dos Sumos Pontífices.
Datum Roma, apud S. Petrum, die duodetricesimo mensis Ianuarii, anno Domini millesimo nongentesimo sexagesimo primo, pontificatus Nostri tertio.
(Dado em Roma, no dia 28 de janeiro do Ano do Senhor de 1961, Terceiro do Nosso Pontificado.)
Papa João XXIII
Tiago Aloísio, Cardeal Copello, Chanceler.
Alberto Serafini - Protonotário Apostólico.
Cesar Frederico - Protonotário Apostólico.
NOTAS DE ESCLARECIMENTO
O original, em latim, da Bula de Criação da Diocese de Iguatu, encontra-se em poder do Ordinário de Iguatu, sob chaves, por prescrição eclesiástica, por se tratar de um documento de alto e ímpar valor histórico.
A data exata da Criação da Quinta Diocese Cearense é o dia 25 de março de 1961 - Anunciação da Virgem Maria, pois que, foi, neste dia, que o L´Osservatore Romano, órgão da Santa Sé Apostólica, fez a devida publicação da Bula em apreço.
A data de 28 de janeiro de 1961 reporta-se, apenas, ao tempo da Lavratura da Bula IN APOSTOLICIS que só obteve vigência, depois de sua publicação no periódico predito.
O TEXTO (TRADUÇÃO) DA BULA EM TELA, BEM COMO AS "NOTAS DE ESCLARECIMENTO" ESTÃO CONTIDOS NO LIVRO "MONOGRAFIAS", DE AUTORIA DO FALECIDO MONS. FRANCISCO DE ASSIS COUTO, ANTIGO VIGÁRIO DE IGUATU.
E MAIS: A FOTO QUE ILUSTRA ESTA POSTAGEM É DA ANTIGA CATEDRAL DE SENHORA SANTANA, A PIONEIRA DA DIOCESE. HOJE, IGREJA MATRIZ.
UMA PESQUISA E DIGITAÇÃO: OSMAR LUCENA FILHO


BULA PONTIFÍCIA DE NOMEAÇÃO EPISCOPAL DE

DOM JOSÉ MAURO RAMALHO DE ALARCON E SANTIAGO

1º BISPO DIOCESANO DE IGUATU

IOANNES EPISCOPUS

SERVUS SERVORUM DEI

AD PERPETUAM REI MEMORIAM

João, Bispo, Servo dos Servos de Deus, para a perpétua lembrança deste acontecimento.

Ao dileto filho José Mauro Ramalho de Alarcon e Santiago, até agora Vigário da Cidade de Aracati, nomeado Bispo da nova Diocese de Iguatu.

Saudação e Bênção Apostólica!

Como um jardineiro hábil e zeloso envida todos os esforços para que as flores, nascidas na primavera, cresçam viçosas e se adornem da linda veste das folhas - encanto para os olhos - assim também nós, a quem, por superior vontade de Deus, foi confiado o cultivo do fertilíssimo campo da Igreja, com todo o empenho, nos esforçamos, a fim de que as Dioceses, recém criadas pelo mundo, não só brilhem como o adorno radiante da virtude, mas também estejam firmadas, por longos anos, na base inabalável da doutrina. Por isto, querendo dar à Diocese de Iguatu, criada por Carta Nossa "In Apostolicis" do dia 28 de janeiro de 1961, um Antístite, que, como procurador solícito, realize o que acabamos de dizer, resolvemos indicar-te, dileto filho, para o governo da mesma, a ti, que, por te distinguires pela tua personalidade rica e piedade sólida, dás a esperança de governá-la com frutos abundantes. Sendo assim, após termos pedido o parecer dos Nossos Veneráveis Irmãos, os Cardeais da Santa Igreja Romana, que presidem à Sagrada Congregação do Consistório, por nossa autoridade, nós te nomeamos e declaramos Bispo da Sede de Iguatu, Sufragânea da Metrópole de Fortaleza, entregando-te o governo e toda a administração com os direitos próprios dos Bispos e com os cargos inerentes à dignidade tão excelsa.

Para maior comodidade tua, concedemos-te a licença de receberes a Sagração Episcopal das mãos de qualquer Bispo, a tua escolha, contanto que o Bispo sagrante seja assistido por dois assistentes igualmente Bispos, unidos com esta Sé Apostólica, pelos laços da caridade sincera e da fé verdadeira. Antes, porém, que se realize a Sagração e entres na posse do teu poder, ficas sabendo que deves fazer dois juramentos, a saber, o de Fidelidade para conosco e esta Cátedra de Pedro e do contra o Modernismo e, também, a Profissão da Fé.

Prestados estes juramentos, na presença de um Bispo, como testemunha, mandarás, quanto antes, as fórmulas que te enviamos e conforme as quais jurarás, assinadas com teu nome e lacradas, à Sagrada Congregação do Consistório. Além disso, consideramos vago, conforme as normas do Direito, o benefício, que até agora tiveste na Cidade de Aracati, e concedível por nós somente e por esta Sé Apostólica.

Quanto ao resto, dileto filho, instrui o Povo, procura os que perderam o caminho, convence os que hesitam.

Que o Cristo, vítima inocente do rebanho cristão, te assista!

Dado em Roma, junto de São Pedro, no dia 13 de outubro do ano de 1961, terceiro do nosso pontificado.

Papa João XXIII

Tiago Aloísio Cardeal Copello - Chanceler da Santa Igreja Romana

Francisco Hannibal Ferrati - Protonotário Apostólico

Bernardo de Felicis - Protonotário Apostólico

Esta Bula foi expedida no dia 27 de outubro de 1961, no terceiro ano do pontificado de João XXIII. Mons. Galligani, Pro-Chumbador. Registrada na Chancelaria Apostólica, Volume 107, Nº 70.

OBSERVAÇÕES: Texto postado por Osmar Lucena Filho, extraído do livro "Monografias", de autoria do Mons. Francisco de Assis Couto, antigo vigário de Iguatu, falecido em 8 de setembro de 1979, o qual trabalhou incansavelmente em prol da criação de nossa Diocese.

O brasão pontifício, que figura ao lado do texto da Bula, é o do Papa João XXIII, que governou a Santa Igreja de 28 de outubro de 1958 até 3 de junho de 1963. Ele foi o Papa de nº 261 da História da Igreja.

domingo, 3 de maio de 2009



DOM ANTÔNIO DE ALMEIDA LUSTOSA (1886-1974)
ARCEBISPO METROPOLITANO DE FORTALEZA: 1941 /1963
FOI QUEM CRIOU A PARÓQUIA DE PIQUET CARNEIRO:
NO DIA 25 DE JANEIRO DE 1948
PELA IMPORTÂNCIA DO TEMA, TRANSCREVO, AQUI, REPORTAGEM PUBLICADA NO DIÁRIO DO NORDESTE, NA EDIÇÃO DE 31/10/2008, ACERCA DA TRAMITAÇÃO, EM ROMA, DO PROCESSO DE BEATIFICAÇÃO E DE CANONIZAÇÃO DE DOM LUSTOSA.
LEIA-SE!
BEATIFICAÇÃO E CANONIZAÇÃO (31/10/2008)
O processo de documentação e coleta de depoimentos sobre a vida de Dom Antônio Lustosa já foi concluído. A “position” sobre o processo de beatificação e canonização de Dom Antônio de Almeida Lustosa foi concluído. O dossiê foi entregue à Comissão dos Santos no Vaticano, no dia 11 de setembro último, pelo padre Antônio da Silva Ferreira, colaborador da causa pela beatificação e canonização do bispo salesiano.O dossiê, baseado no inquérito diocesano, relata as virtudes dos servos de Deus, bem como a sua forma de santidade. O documento entregue ao Vaticano acelera a causa de Dom Lustosa, que completará dez anos no próximo ano.“Agora o processo está em Roma, até então estava na esfera diocesana. O Vaticano agora vai estudar a position e declarar a venerabilidade de Dom Lustosa”. A afirmação é do membro da comissão em prol da beatificação, padre Francisco Demontier. Segundo o padre, todo o processo de documentação e coleta de depoimentos sobre a vida de Dom Lustosa já foi feito. “De agora em diante é aguardar os processos que restam, mas que não têm tempo definido para acontecer. Primeiro é a declaração de venerabilidade, depois a beatificação e por último a canonização” diz.
O dossiê foi apresentado pelo relator padre Antônio da Silva Ferreira, colaborador da causa. Estiveram presentes também na cerimônia oficial de entrega do documento, o postulador geral padre Enrico dal Covolo, o padre Luigi Fedrizzi e o padre Hiláno Passero.O dossiê contém cinco volumes com o histórico dos milagres do bispo diocesano, depoimentos de pessoas que conviveram com Dom Lustoa, além de sua biografia. Ele exercia a religião através de ações sociais. Ele idealizou a criação do Hospital São José, para atender pacientes com tuberculose, e da Santa Casa de Misericórdia. Trabalhou também a questão da mulher, incentivando o seu desenvolvimento.
O processo de beatificação do bispo foi instalado pelo ex-arcebispo de Fortaleza, Dom Aloísio Lorscheider, em 14 de agosto de 1993. Foi instaurada uma comissão, pela Arquidiocese, para realizar pesquisas de campo, resgatando a memória popular e o conhecimento científico da atuação de Dom Lustosa como bispo, pastor, educador e escritor.Os membros da comissão também tomaram conhecimento de suas obras sociais, principalmente, no campo da educação, e de suas ações religiosas. A comissão recebe contribuições de pessoas que obtiveram graças do religioso, como enriquecimento dos relatos.
MILAGRES:
A Igreja investiga cura de menina. Para os fiéis, falar de Dom Antônio de Almeida Lustosa é lembrar de um grande santo. Segundo testemunhas de sua época, ele não usava a cama nas visitas pastorais às paróquias do Interior. Fala-se que o salesiano dormia no chão como forma de sacrifício.
É atribuída a Dom Lustosa a cura da menina Nágila Silveira, que esteve enferma com dengue hemorrágica e calazar. Segundo o padre Francisco Demontier, a criança estava em uma situação crítica, entubada e sem o funcionamento dos rins. “A mãe de Nágila veio até mim e nós celebramos uma missa para Dom Lustosa e pedimos a cura de Nágila. Após cinco dias ela já estava fora de perigo e no quarto hospitalar”.
"Dom Antônio de Almeida Lustosa nasceu em 11 de fevereiro de 1886, na cidade de São João Del Rei, em Minas Gerais. Foi sagrado bispo aos 39 anos, no dia 11 de fevereiro de 1925. Em Fortaleza, trabalhou como arcebispo por 22 anos. Após a renúncia, passou a viver no seminário Salesiano da Carpina, em Pernambuco , onde faleceu no dia 14 de agosto de 1974.O processo de canonização do bispo salesiano foi instaurado pelo então arcebispo de Fortaleza, Dom Aloísio Lorsheider, em 14 de agosto de 1993. Em 2001, a arquidiocese concluiu a parte local com o levantamento histórico e o parecer sobre a fidelidade teológica dos escritos do bispo diocesano.Segundo o padre Demontier, Dom Lustosa tem tudo para ser logo beatificado e canonizado. “ Tudo leva a sua canonização, pois sua extrema dedicação aos pobres e sua humildade são muito relevantes”, assegura. Para o papa declarar um cristão como santo é necessário que se comprove historicamente a correção de vida do candidato. Sua vida é literalmente vasculhada. Importa não haver falha no ensino nem na sua atuação política e social. Passado por esse crivo inicial, é necessário se comprovar algum milagre ocorrido mediante a invocação da ajuda do candidato a santo. Quando isto ocorre, ele é declarado bem-aventurado ou beato. Com mais um milagre atribuído, o cristão pode ser declarado santo.
FIQUE POR DENTRO
Religioso fundou a Rádio Assunção Cearense. Intelectual reconhecido, dom Lustosa integrou o Instituto do Ceará, a Academia Cearense de Letras e a Academia Paraense de Letras. Além de colaborar para jornais da época, também escreveu poesias, biografias e livros de espiritualidade.No campo da educação, criou as Escolas Populares, para crianças, adolescentes e adultos da periferia. Como instituição de ensino superior, fundou a Escola de Serviço Social, um dos núcleos embrionários da Universidade Estadual do Ceará (Uece).Para o campo, criou um programa de treinamento que difundia novas práticas agrícolas, sob a orientação mais direta de dom Eliseu Mendes, bispo auxiliar na época.É fundador da Congregação das Irmãs Josefinas, e também da Rádio Assunção Cearense. Construiu o Hospital São José e criou a Obra do Berço do Pobre, para crianças abandonadas."
FONTE: DIÁRIO DO NORDESTE
POSTADO POR: OSMAR LUCENA FILHO

quarta-feira, 22 de abril de 2009

NOSSOS EVENTOS - 2



Festa de Páscoa do MEJ - Movimento Ecarístico Jovem - Domingo, 12 de abril de 2009
Distribuição de chocolates e doces




INTEGRANTES DA PEÇA: A LINDA ROSA JUVENIL

Apresentada na noite do Domingo de Páscoa, 12 de abril de 2009, no Salão Paroquial.



ANIMAÇÃO DA FESTA DE PÁSCOA DO MEJ - 12 DE ABRIL DE 2009


Cânticos de ALELUIA pela Ressurreição de Cristo
Peça teatral: A LINDA ROSA JUVENIL
Apresentação do MEJ